Sempre gostei de árvores. A minha preferida é, sempre foi, o carvalho.
Estimam-se que existam entre 250 a 600 espécies de carvalhos. Encontram-se essencialmete nas zonas temperadas do hemisfério norte e algumas espécies conseguem mesmo sobreviver até às zonas tropicais.
Depois da faia, o carvalho - roble e o Quercus petraea são as folhosas mais frequentes e de maior interesse económico da Europa. O primeiro prefere os lugares mais frios e húmidos enquanto o segundo os mais secos.
Ao longo dos séculos, o carvalho foi a árvore florestal mais importante da Europa, protegida e cultivada sempre que possível. Actualmente já não existe este cuidado mesmo que se sinta uma mudança de mentalidades. Os carvalhos produzem uma madeira muito mais valiosa que todas as outras e forma uma floresta, do ponto vista ecológico, preferível.
Os carvalhos são árvores admiráveis que podem atingir, muito facilmente, os 400, 500 anos e, por vezes, os 800 anos de idade.
Os japoneses têm um provérbio que diz que o "carvalho leva 300 anos a crescer, 300 anos a manter-se adulto e 300 anos a morrer". São, sem dúvida, uma espécie única, um ser vivo de uma magnificência ímpar que poucos conseguem igualar. Pena que o homem, disso, se esqueça tantas vezes...
Hoje escrevi sobre os carvalhos, como disse, a minha árvore predilecta. Proximamente, debruçar-me-ei sobre os Plátanos, a árvore da minha mulher.
Publicado por André Abrantes Amaral em janeiro 17, 2004 11:53 PM | TrackBackE os sobreiros? Gosto de sobreiros: grandes, frondosos...que contam histórias que o tempo escreveu!
Afixado por: whiteball em janeiro 18, 2004 05:23 PM