janeiro 20, 2004

Franklin Delano Roosevelt

Encontra-se à venda nas nossas livrarias, há já alguns meses, uma nova biografia de Winston Churchill, o primeiro ministro que levantou a moral dos Britânicos e lhes deu a esperança necessária para vencerem o nazismo.

É normal que nos recordemos deste grande estadista e procuremos nele a inspiração necessária para os tempos difíceis e incertos que atravessamos. No entanto, existe uma outra personagem mais importante que Churchill e muitas vezes esquecida: Franklin Delano Roosevelt.

Quando Estaline, Churchill e Roosevelt se encontraram na conferência de Yalta, três perspectivas estavam em confronto: a comunista, a colonialista e a universalista. O comunismo e o colonialismo terminaram e a ordem mundial que vivemos foi a defendida por Roosevelt. O presidente dos EUA era um optimista. Preparou a economia da América para a segunda metade do século XX, libertou a Europa e proporcionou 50 anos de paz e democracia. As liberdades saídas das revoluções do século XVIII espalharam-se, enfim, por todo o mundo ocidental. O elogio a Franklin Delano Roosevelt é sempre indispensável e dá-lo a conhecer, nestes tempos, imprescindível.

Publicado por André Abrantes Amaral em janeiro 20, 2004 12:04 PM | TrackBack
Comentários

Pegando no que disse CAA, o problema não se resumiu a Ialta nem à senilidade de Roosevelt. Churchill acabou por reconhecer que combateram the "wrong bastard". A obsessão por não deixar a Alemanha por-se em bicos de pé foi o que fez a Grande Guerra continuada depois na segunda pelo fanatismo de Hitler, a quem deram uma boa causa (o tratamento, injustiça, hipocrisia da WWI). Hitler tinha eleito os Sovieticos como o inimigo a combater e é possivel tecer a hipotese, que tivessem a França e Inglaterra ficado quietos a seguir à Polonia, e Hitler tinha avançado para Estaline e ambos provavelmente iriam aniquilar-se mutuamente. Tal como na WWI, foi um anti-germanisnmo obsessivo que levou a que se rejeita-se por completo a esperança dos Alemaes em não ter uma guerra a Oeste para poder perseguir a Leste. A esto erro é preciso juntar a recusa quer de Inglaterra quer dos EUA a receber os Judeus que serima expulsos da Aleamanha. enfim, o homem não é perfeito e muitas decisões, principalmente dos politicos, são marcadas por vezes por desejos de actos heroicos e que marcam a historia mas cujas consequencias sãi imprevisiveis.

Quanto a Roosevelt, provocou o Japao e entrou em Guerra para poder entrar na WWII. Ainda assim, tal como na WWI, os americanos só aparecem na Europa, no 4º ano de guerra.

Afixado por: Carlos Novais em janeiro 22, 2004 07:08 PM

Os grandes louros da derrota nazi devem-se à URSS. Sou anti-estalinista mas não posso deixar de reconhecer a realidade. Repugna-me muitos processos e estratégias de Estaline em torno da II Guerra mas não posso deixar de reconhecer a realidade. Foi a URSS que parou as sucessivas vitórias dos nazis e que inverteu essa situação. Os EUA só entram na Europa quando a URSS ia de vitória em vitória a caminho da Alemanha. Tenho a sensação que se não houvesse este facto a pressionar os EUA nem tão cedo que tinham entrado na Europa.

Afixado por: realidade em janeiro 22, 2004 01:33 PM

Caro André,

Não posso concordar com a sua afirmação de que Roosevelt "preparou a economia da América para a segunda metade do século XX".

Hoje, conhecem-se as consequências do mito do "New Deal": prolongou a Grande Depressão.

O Michael Oakeshott já sugeriu o livro ("FDR's Folly, How Roosevelt and His New Deal Prolonged the Great Depression").

Agora, sugiro-lhe uns artigos do autor:

- "Tough Questions for Defenders of the New Deal"
(http://www.cato.org/research/articles/powell-031106.html)

- "Should We Try Another New Deal? (http://www.cato.org/dailys/11-26-03.html)

- "Why Did FDR's New Deal Harm Blacks?"
(http://www.cato.org/dailys/12-03-03-2.html)

- "How FDR's New Deal Harmed Millions of Poor People"
(http://www.cato.org/dailys/12-29-03.html)

Cumprimentos
BZ

Afixado por: BrainstormZ em janeiro 21, 2004 09:03 PM

Mantenho a minha posição inicial e, sem petulâncias, julgo que a resposta do André a reforçou.

No famoso discurso de Chulchill, em 1946, quando introduziu a expressão "iron courtain", está implícita a sua crítica a Ialta.

Tenho o livro de Jim Powell. apesar de não ir ao fundo da questão (de facto, Roosevelt estava quase senil), alinha na mesma posição.

CAA

Afixado por: CAA em janeiro 21, 2004 07:11 PM

Em resposta a Michael Oakeshott,

Apenas em parte me referi à política económica de FDR. Boa ou má, ela resolveu alguns problemas da América dos anos 30 e apenas Reagan, com a influência dos neoconservadores, conseguiu dar-lhe a volta.

Afixado por: André em janeiro 21, 2004 06:01 PM

Meu caro,
O ano passado saiu um livro de Jim Powell, ver:
http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0761501657/ref=pd_sim_books_5/104-2601914-1755124?v=glance&s=books
que refuta muita (toda...) da aura económica do New Deal de FDR. Devo referir que ainda não li o livro, mas todas as críticas que tenho visto são unânimes na validade do mesmo.
Quanto à libertação da Europa, não há dúvida que foi fundamental. Mas as razões de entrada na Guerra não são tão óbvias como as que o Zecatelhado faz crer: há quem diga que FDR queria entrar na Guerra (razões geo-estratégicas de aumento de influência a nível global), mas não tinha argumentos para convencer o país - o ataque a Pearl Harbor foi apenas o pretexto necessário...
Cumprimentos.

Afixado por: Michael Oakeshott em janeiro 21, 2004 05:51 PM

Em resposta ao CAA:

É um facto que Roosevelt estava fisicamente enfraquecido em Ialta. Mas não deixa de ser verdade que o mundo depois da 2.ª GG pouco tinha a ver com Churchill.

Churchill, por variadíssimas vezes, chamou a atenção aos americanos para o perigo soviético, mas também não deixa de ser verdade que a ordem internacional que vingou (dentro do possível) foi a do Presidente norte - americano.

Aliás, não podemos esquecer que Churchill chegou a negociar com Estaline e sem o conhecimento dos americanos a entrega do leste da Europa aos soviéticos. Ele tinha noção do perigo mas sabia que, por ora, pouco havia a fazer.

O combate aos sovietes estava a começar.

Ainda há a dizer que Roosevelt vendeu cara a intervenção do seu país na guerra. Ele praticamente exigiu o que se deu mais tarde: a descolonização e o fim dos impérios europeus.

Em resposta ao Zecatelhado:
Levou tempo à América para entrar na guerra, mas entrou e, ajudando os ingleses, venceu.

Afixado por: André em janeiro 21, 2004 02:45 PM

Foram ambos importantes.

Não tem muito a ver com o assunto, é só uma curiosidade, mas ontem, por casualidade, vi num telejornal o papagaio do Churchill. Com mais de 100 anos ainda dizia palavrões contra o Hitler...

Afixado por: Nilson em janeiro 21, 2004 02:41 PM

O pobre até era bom rapaz, e teve boas intenções, que diabo...

Afixado por: whiteball em janeiro 21, 2004 12:16 PM

Não concordo. Ialta foi um erro terrível para os países livres e o único vencedor foi Estaline.

Sabemos hoje que Roosevelt estava diminuído fisica e intelectualmente na altura, embora tal facto fosse bem camuflado. Churchill ficou a falar sozinho.

Foi graças a Ialta que se deu a cortina de ferro, mais tarde, a guerra fria e os 44 anos de tirania que tantos países europeus padeceram.

CAA

Afixado por: CAA em janeiro 21, 2004 05:11 AM

Que Europa é que ele libertou?

Se os E.U.A. não tivessem sido empurrados para a guerra pelo Japão, não mexiam uma palha em defesa da Europa.

Um abração do
Zecatelhado

Afixado por: Zecatelhado em janeiro 20, 2004 07:45 PM
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