Sem dúvida nenhuma que sim. Os países com pequeno crescimento económico necessitam, para inverter esse ciclo, de abrir os seus mercados ao exterior com o consequente incremento das exportações e importações.
A China é o melhor exemplo em como a abertura ao exterior resultou num rápido crescimento económico. Mas existem muitos outros, entre os quais, a maioria dos países europeus que, após a 2.ª Guerra Mundial abriram os seus mercados e apostaram na troca de tecnologia.
A Europa Ocidental saiu do descalabro da guerra porque abriu os seus mercados não só aos EUA como também entre si.
A abertura dos mercados promove o crescimento, pois, todos competem entre si, procurando ser cada vez melhores. Promove o crescimento, também, porque permite a todos o acesso à tecnologia e que cada país se especialize naquilo que sabe fazer melhor.
Na verdade, se atentarmos bem, a queda do Império Soviético deveu-se, essencialmente, ao facto de, em virtude do proteccionismo a que estava sujeito, o acesso às tecnologias era limitado e as especialização deficiente.
Naturalmente que não basta a abertura dos mercados. Muitos países fizeram-no e não obtiveram resultados satisfatórios. Vejam-se os países africanos. Porquê? A razão é simples. A abertura ao mercado internacional tem de ser acompanhada de estabilidade política e macroeconómica, tal como de uma eficiente política fiscal.
Agora, temos de ter consciência que estes falhanços não se devem à liberalização dos mercados mas às deficientes estruturas políticas aí existentes. Como exemplo temos, novamente, a China. Este país tem procurado, com grande custo, desenvolver e modernizar a sua sociedade, adoptando medidas políticas e fiscais que optimizem as vantagens do livre mercado.
Ambos fogem à questão que eu julgo mais importante: há livre concorrência com mão-de-obra escrava?
Tudo o resto são jogos de palavras para os quais perdi a paciência.
É claro para todos aqueles que não estão agarrados a conceitos passadistas que a livre concorrência, aliada a uma definição clara e justa das regras de mercado é factor preponderante para que se verifique um crescimento económico que pode ou não levar a um desenvolvimento humano e sustentável, dependendo do regime político vigente e das prioridades apresentadas em Orçamento de Estado.
Afixado por: Peixoto em fevereiro 11, 2004 12:40 AMA adaptação faz-se com um aumento da produtividade que se obtém, com modernização das leis laborais, da lei do arrendamento, com uma justiça eficiente, um sistema de saúde capaz e com, entre outras medidas, a diminuição do peso do Estado na sociedade que consume grande parte das energias que por nós são dispendidas todos os dias.
Afixado por: André em fevereiro 10, 2004 04:19 PMO que levou à melhoria das condições de trabalho na europa e nos eua não foi o desenvolvimento económico per si. Foi antes a luta de muitos trabalhadores, luta de décadas e progressiva.
Fala da não adaptação à globalização como a causa do fecho das empresas. Como adaptar-se quando os nosso concorrentes usam escravos como mão-de-obra?
Podemos ficar descansados porque daqui a cem anos esses escravos já morreram e será provavelmente outro país a ter escravos. Enquanto isso os escravos cosem roupa por 1 euro por dia quando essa peça de roupa chega à europa por 100 euros. Sei que este tipo de argumentos não lhe diz nada. Já vi pelo que escreve que julga que a melhoria das condições de vida do terceiro mundo é uma inevitabilidade. Não enquanto nós lhes continuarmos a drenar os recursos por tuta e meia.
Afixado por: Bruno em fevereiro 10, 2004 12:33 PMNão é a globalização que faz fechar fábricas mas sim a não adaptação à globalização.
O desenvolvimento económico, fruto do cada vez maior nível de emprego, levará os países asiáticos, inevitavelmente, à melhoria das suas condições laborais.
Foi o que aconteceu na Europa e nos EUA.
Afixado por: André em fevereiro 10, 2004 12:02 PME o que dizer quando a globalização faz falir fábricas europeias porque os mesmos produtos são feitos no paquistão ou na china recorrendo a mão-de-obra escrava? Pormenores?
Afixado por: Bruno em fevereiro 10, 2004 11:23 AM