Os líderes dos 25 da União Europeia chegaram a acordo sobre o texto constitucional que entrará em vigor no ano de 2009. Durante muito tempo sempre me questionei porque este assunto (aliás, como todos os relacionados com a União política da Europa) pouco me entusiasmou. Posso mesmo afirmar, pouco me interessou. O que quero dizer é que, a meu ver, é irrelevante se temos ou não uma Constituição Europeia, tal como pouco me preocupa se temos ou não uma ou duas comissões, se a Europa a uma ou duas velocidades.
A União Europeia, tal como está a ser constituída não é, na sua essência, democrática e jamais o será. Não o será, pois, o equilíbrio de forças que se vai ter de encontrar para tomar qualquer decisão, nunca o vai permitir. A União Europeia erra ao querer transformar uma boa ideia (um mercado livre, de livre circulação de pessoas, bens e capitais, com uma moeda única que facilite as trocas comerciais) num enorme pesadelo: A tentativa de uma união política que, por ser artificial, nunca existirá sem esmagar as pretensões de alguns países que, por essa mesma razão, a quererão, de futuro, abandonar.
O que me preocupa, na verdade, não é o texto constitucional europeu. É o enorme imbróglio em que nos estão a meter e as enormes chatices que iremos ter para o desfazer, sem guerras nem ressentimentos.
Eu ainda não li a nova constituição por isso não emitirei qualquer juízo sobre ela. (Aguardo que seja disponibilizada no site da UE).
No entanto, algo que sei que foi contemplado foi precisamente a questão da cessação e suspensão de estados membros. Penso que o objectivo é precisamente evitar esses ressentimentos que mencionas. Se o conseguirá é outra coisa.
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Afixado por: Dito Cujo em junho 25, 2004 10:07 AMCaro Peixoto, eu gostaria de estar assim optimista, mas não estou. A união política da Europa é perigosa. Porque não nos limitamos ao mercado livre? Se assim fosse a questão da Turquia nem nunca se colocaria.
Afixado por: André em junho 23, 2004 10:39 AMCaro André, desta vez não concordo consigo. De facto, penso que com a nova Constituição Europeia abrem-se portas para que a UE possa caminhar no sentido de se constituir uma verdadeira Federação de Estados Europeus, cujos princípios da igualdade e de solidariedade sejam indiscutivelmente defendidos e postos em prática...
Só assim, EUA e UE poderão ser duas realidades cada vez mais complementares uma da outra.
Sem ressentimentos???????
Afixado por: annie hall em junho 22, 2004 12:31 PM