
Foto: Jeff Haynes / AFP / Getty
The next President
Barack Obama vai ser o próximo presidente dos EUA. Necessita para tal de vencer a nomeação democrata, objectivo que vai alcançar e ganhar a eleição presidencial, o que vai conseguir. É sempre arriscado avançar este tipo de análises, mas julgo que, quando devidamente fundamentandas, estas deixam de ser um jogo de sorte para se tornarem num raciocínio de lógica, uma divagação com sentido e um objectivo benéfico. Algo que nos ajuda a ver o que está em jogo. Passo, então, a explicar o porquê da primeira frase deste parágrafo.
Para vencer as eleições presidenciais de 2008, Obama, que ontem anunciou o lançamento do seu exploratory committee para apreciar as suas possibilidades de vencer a corrida à Casa Branca, precisa de obter a nomeação do Partido Democrata. Ora, entre os seus inúmeros adversários, Edwards, Vilsack e Hillary Clinton, mas apenas a última o ameaça verdadeiramente. Vilsack não cativou o eleitorado, não tem chama, nem programa que se note. É o ex-governador do Iowa, um problema que o obriga a vencer o caucus daquele Estado, o primeiro de um longo caminho. Um segundo lugar é o fim da sua candidatura e uma vitória tende a ser desvalorizada. Segue-se Edwards. Mais carismático, mas demasiado à esquerda. Não se acredite numa América que passe, de uma assentada só, da direita religiosa de Bush para a esquerda liberal de Edwards. Resta Hillary, que pode dar luta, mas tem poucas hipóteses e muitos pontos fracos. É mulher de um ex-presidente, nada abonatório depois da Casa Branca ter sido ocupada pelo filho de outro. Votou pela intervenção no Iraque, o que certos sectores democratas não lhe perdoam. Além disso, tem tido um enorme sucesso no Senado. O que, por incrível que pareça é mau. Hillary tem sido uma excelente relações públicas naquela câmara, cativando antigos adversários, mas arriscando muito pouco. O receio de mais um falhanço idêntico ao da reforma do sistema de saúde que apresentou no primeiro mandanto do marido, tirou-lhe a coragem política. A sua prestação de seis anos, deu-lhe prestígio, mas poucos pergaminhos. Hillary Clinton é uma excelente senadora, mas será sempre uma fraca presidente. Uma mulher determinada, mas hesitante. Precisamente quando os norte-americanos procuram quem lhes dê esperança.
Conseguindo a nomeação, Barack Obama, terá de vencer o candidato republicano. Este será John McCain, Giuliani, Romney ou Mike Huckabee. Qualquer deles terá poucas hipóteses contra Obama. Giuliani (a minha escolha), demasiado liberal, dificilmente consegue a nomeação. Romney, que quer cativar o eleitorado conservador, é Mórmon e muitos duvidam da sua real adesão à causa conservadora. Huckabee, ex-governador do Arkansas (com excelentes resultados, por sinal) é pouco conhecido e facilmente celindrado pelo carisma de Obama. Resta McCain, com 72 anos, a pedir mais tropas para o Iraque, um pesadelo onde a América não se quer envolver mais. McCain é sério e corajoso, mas o seu tempo, infelizmente para quem o preferiu em 2000, passou. Em 2008, os EUA querem mudança. De política, de estilo e de caras. Barack Obama, senador desde 2004, afro-americano, novo, fresco, bem disposto, optimista e com a vida pela frente é o homem certo. Os tempos estão com ele. E a vitória também.
Publicado por André Abrantes Amaral em janeiro 17, 2007 11:57 AM | TrackBackSe calhar... este candidato, BARACK OBAMA, afro-americano, terá todas as hipóteses de ganhar, - muito devido ao seu carisma natural, juventude e políticas que defende - perante os outros candidatos, que por uma ou outra razão, se encontram debilitados perante o eleitorado.
Seria interessante e excelente para a democracia, e tudo o que lhe é inerente... mas também uma grande ironia do destino, ver na 'Cadeira do Poder', i.e., como Presidente dos Estados Unidos, precisamente um afro-americano! :) Inclusa no meu comentário, esta observação só é feita, pelo passado Histórico dos EUA. ;)
Afixado por: Áurea em janeiro 17, 2007 01:53 PMPrimeiro o Soares, agora o Barack... Mas que grande viragem à esquerda!
Afixado por: Filipe Moura em janeiro 17, 2007 04:43 PMFilipe, lendfo com atenção o texto vês que prefiro Guiliani. Aliás, votaria no Ron Paul.
Afixado por: André em janeiro 17, 2007 04:47 PMPortanto, ser negro é a qualidade sebastiãnica adequada a resgatar os EUA do seu actual impasse político? Certo, não ,não vos estou a chamar ultra-românticos, nem parolos Kitsch que se embebedam com a garrafa em vez do vinho, nem nada disso. Já agora, a fazer fé nesse avançado e moderno processo lógico-dedutivo talvez ser negro seja a caracteristica superior necessária á descoberta da fusão nuclear a frio (e assim resolver os problemas energéticos da humanidade), realmente já estou um bocado farto de esperar que imcompetentes e palermas cientistas brancos o consigam, se dessem uma hipotese á "black intelligensia" esta já o tinha conseguido, mas esses malditos fisicos rednecks não deixam, maldita inveja!
Afixado por: bolosmelga em fevereiro 11, 2007 05:33 AMPortanto, ser negro é a qualidade sebastiãnica adequada a resgatar os EUA do seu actual impasse político? Certo, não ,não vos estou a chamar ultra-românticos, nem parolos Kitsch que se embebedam com a garrafa em vez do vinho, nem nada disso. Já agora, a fazer fé nesse avançado e moderno processo lógico-dedutivo talvez ser negro seja a caracteristica superior necessária á descoberta da fusão nuclear a frio (e assim resolver os problemas energéticos da humanidade), realmente já estou um bocado farto de esperar que imcompetentes e palermas cientistas brancos o consigam, se dessem uma hipotese á "black intelligensia" esta já o tinha conseguido, mas esses malditos fisicos rednecks não deixam, maldita inveja!
Afixado por: bolosmelga em fevereiro 11, 2007 05:33 AM