
There is no such a thing as peack oil
Uma das coisas que vamos aprendendo à medida que caminhamos nesta vida é que não nos devemos alarmar em demasia. Existem imensos exageros e mais ainda gente histérica. Vem isto no seguimento da descida do preço do petróleo para os valores próximos dos 50 dólares por barril. Uma redução em tudo contrária à subida apocalíptica que muitos esperavam e que resulta de razões completamente diversas das que têm sido apresentadas, nomeadamente a do Inverno temperado com que mãe natureza nos agraciou este ano.
De acordo com o Wall Street Journal (WSJ), a descida do preço do petróleo não se deveu unicamente ao pouco frio sentido na Europa. A razão fundamental estará na efectiva descida do consumo antes mesmo da chegada do Inverno. Segundo aquele jornal, que cita a Agência Internacional de Energia, o consumo de petróleo entre os 30 países membros do OCDE desceu 0.6% no decorrer de 2006. Uma descida curta, é certo, mas a primeira em 20 anos. Se alargarmos o campo de análise para os países fora da OCDE, a procura de petróleo, novamente de acordo o WSJ, aumentou 0.9% em todo o mundo e durante o ano de 2006, um número bastante abaixo dos 3.9% de 2004.
Porquê esta mudança? Mais ainda, por que motivo somos tantas vezes confrontados com cenários alarmistas que caem que nem castelos de cartas? Comecemos pela primeira questão que nos ajudará a compreender a segunda.
O preço do petróleo desceu por ter atingido, no Verão passado, um ponto acima do qual as pessoas não podem mais tolerar. A reacção, perante a subida inusitada do preço da energia, foi o começar a poupar. Uma redução do consumo que levou de imediato a uma gradual descida do preço. Dizer, como se ouviu, que a descida do preço do petróleo derivava unicamente de um Inverno ameno, é ridículo precisamente depois do preço ter atingindo o seu valor mais alto no pino do Verão.
Visto isto, por que somos tantas vezes confrontados por teses alarmistas como a possibilidade do preço do barril do petróleo a 100 dólares? A explicação mais natural é o estas previsões serem espalhadas por quem se baseia em conceitos ideológicos e visa fins políticos. Em ideologias que desconhecem e não aceitam o mercado como a expressão das vontades livres dos consumidores, que não são mais que seres humanos que pensam e agem dessa forma. Fins, que passam pela destruição da sociedade capitalista que temos hoje, a única que capaz de garantir bem estar e liberdade para um número que nunca tinha sido alcançado.
Infelizmente a explicação para o sucedido nem se fica por aqui. As políticas regulamentadoras do homem são maiores que a nossa imaginação e colocam muitos mais entraves ao livre funcionamento do mercado que aquelas que poderíamos supor. De acordo com Ronald Bailey, colaborador da revista Reason, países como o Irão, a Rússia, México e Venezuela vão extrair, nos próximos anos, cada vez menos petróleo. Uma redução que não se deve ao desaparecimento do crude disponível, mas a uma falta de investimento na indústria extractora. O afastamento das empresas privadas de um negócio que os líderes desses quatro países pretendem guardar para os respectivos Estados, impede-os de ver ciclicamente renovados os materiais necessários à extracção do crude que os mercados precisam de receber. É esta interferência da política no mercado que puxou os preços para cima e que os mantém nos 50 dólares, mesmo com a redução inesperada do consumo.
O resultado é um pico de ingerência política e não do petróleo. O que é mais engraçado é serem os defensores da intervenção estatal nos mercados (o que prejudica seriamente as pessoas) aqueles que mais apontam o dedo ao mercado por não satisfazer as necessidades humanas. Um círculo vicioso que as mentes socialistas do nosso país não conseguem resolver. Não o conseguindo, apenas nos cabe pedir que tenham um pouco de dó da nossa massa cinzenta.
Publicado por André Abrantes Amaral em janeiro 31, 2007 11:57 AM | TrackBackInverno ameno???!!!!!
P**** Se não soubesse dizia que não estavas em Lisboa!!!
ehehehehe
BJS
CC