No que se refere à distribuição dos preservativos nas escolas, é sintomático que a discussão verse sobre tudo menos o direito dos pais para decidir o que os seus filhos devem aprender. 35 anos depois da revolução que nos trouxe a democracia ainda há quem deseje educar os filhos dos outros por meio de directivas emanadas de um gabinete em Lisboa. O argumento de que as famílias não ensinam determinadas ‘coisas’ aos seus membros mais novos, não pressupõe apenas que estes ‘educadores’ estatais sabem de antemão o que deve e não deve ser ensinado nas escolas. É um pouco pior: Subentende-se nos seus argumentos, uma desconfiança inata na pessoa humana, nos pais, tios, no conceito de família, qualquer que ele seja, monoparental, numerosa ou de um casal do mesmo sexo. Não importa. Um projecto educativo centralizado e igualitário, implica sempre mais poder para o estado, menos influência das famílias. Menos peso dos indivíduos no destino da sua sociedade. No fundo, é uma outra forma de ver a liberdade. A deles.
Publicado por André Abrantes Amaral em maio 19, 2009 12:07 PM | TrackBack